Sensibilidade Dentária

No decurso desta semana, o site do Conselho Regional de Odontologia chamou a atenção para um problema bucal muito comentado em propagandas e anúncios. A Sensibilidade Dentária.

Esta enfermidade pode ser chamada também de Sensibilidade Dentinária.

 Explicando: basicamente o dente se divide em três partes: Esmalte, Dentina e Polpa, sendo o Esmalte a camada mais dura e mais externa, a Dentina que vem logo abaixo dela, e a Polpa, também conhecida como nervo, sendo esta a mais interna. (fig.1) 

dente

 Descrevendo de dentro para fora, a Polpa seria a responsável pela sensibilidade do dente, informando ao cérebro sobre todos os problemas que ocorram nos dentes internamente.

 Vale lembrar que a boca possui uma imensa quantidade de nervos nas áreas ao redor dos dentes. Estes nervos é que são os verdadeiros responsáveis pela grande quantidade de sensações bucais.

 Protegendo toda a parte externa da polpa, encontramos a Dentina, formada por uma estrutura que é microscópica e totalmente perfurada, possuindo pequenos orifícios denominados canais ou canalículos. ( fig 2) Estes é que são os principais responsáveis pela sensibilidade nos dentes, em muitas diversas situações.

Aqui vamos descrever somente a sensibilidade dentária ao frio e à presença de alguns alimentos específicos.

 canais_dentinarios_foto_microscopio O que acontece fisicamente é que a presença de frio ou outro estímulo alimentar faz com que a substância que está presente dentro destes canalículos altere sua conformação e levem esta alteração diretamente ao nervo, e este ao cérebro.

  As principais causas para a sensibilidade surgem pela exposição da Dentina sem a devida proteção do Esmalte, da Gengiva/Osso. A primeira ocorre quando o esmalte perde sua espessura por desgaste, abrasão ou corrosão, e isto acontece quando o esmalte perde suas partículas e isto pode ocorrer por excesso de força na mastigação, nas pessoas que rangem ou apertam dentes, escovação com muita força, com, e/ou uso de escovas duras, utilização de materiais duros em contato com os dentes, cremes dentais abrasivos, alimentação ácida, refluxo do estômago e outros fatores que causem a diminuição da espessura do esmalte. A segunda principal causa é a perda de suporte do dente, onde o osso que o sustenta diminui em sua altura, fazendo com que a gengiva também diminua de tamanho. Com isso, a dentina da raiz fica exposta, e como não possui a mesma resistência do esmalte, ela se desgasta expondo os canais sensíveis.

 A dor que ocorre com o estímulo é muito forte e traumática As pessoas que passam por ela sempre a conservam em suas memórias, até mesmo por que, na presença da dor, a face muda, os olhos se fecham e a sensação de dor fica visível até para quem está por perto. Muitos dos pacientes passam a eliminar tudo aquilo comem ou bebem e causam dor; motivo pelo qual, deixam de realizar atos/ações que lhes dão prazer, como por exemplo, ingerir um copo de cerveja gelada ou saborear um docinho qualquer após o almoço.

 Quando um Odontólogo elabora um tratamento para sensibilidade dentária, deve observar e diagnosticar a causa, não se limitando somente aos sintomas de dor. Os diversos tratamentos que envolvem esta postura têm maior possibilidade de sucesso, porém os mais usados envolvem a aplicação de Laser, emprego de cremes dentais específicos para sensibilidade, tratamentos gengivais, restaurações nos dentes sensíveis, regularização da alimentação e hábitos, utilização correta das técnicas de escovação dental com escovas corretas, entre outros, que dependem do diagnóstico correto da(s) causa(s).

 As consultas ao Dentista se fazem cada vez mais necessárias para prevenir e tratar os problemas bucais. É necessário todo o cuidado, evitando o auto diagnóstico ou a automedicação, uma vez que, se as causas não forem corretamente avaliadas, a sensibilidade permanecerá, tendendo a aumentar.

 

 

Dr. Maurício Pereira Bernardes

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